sábado, 3 de julho de 2010

De certa forma eras a minha melhor, aquela em quem eu me apoiava, fazias parte de mim como nunca fizeram. Não sei de nada, absolutamente nada desde que te foste refugiar nos sítios mais escuros que podias encontrar. Continuo sem perceber porque te procuro, porque te espero aqui sentada no maior conforto que encontro, nem eu nem ninguém consegue achar resposta para essa questão. Foste a primeira que invadiu o meu espaço daquela maneira, e nunca me senti presa nem farta de ti. A liberdade dos últimos tempos tem-me deixado completamente maluca, preciso da tua mão para me agarrar em alguns momentos, mas logo a seguir penso que talvez tenha de ser assim que aconteça. Quem sou eu para dizer que gostas de mim, que alguma vez gostaste, ou que era a tua melhor? Ninguém, eu sei. Por isso mesmo, farei o que fiz com um pesadelo do mais longínquo que existiu na minha memória. Vou deixar-te para trás, esquecer-me de ti até mereceres tudo o que ainda por ti faço (e espero que consiga parar, porque apesar de tudo, continuas a ser o meu melhor vício). Não demorará a perceberes que não só perdeste tempo, mas almas e mãos para te apoiar. Nada mais te posso dizer que te faça levantar a cabeça, e voltar a seres quem eras, pois só tu saberás quando mudar. Até já, princesa

1 comentário:

Inês Guerreiro Henriques disse...

Amo os teus textos. Cada palavra que escreves toca no meu coração, palavras de dor e sofrimento incontrolavel, sofrimento que nunca devias sentir. Sorri para a vida, ela precisa de ti, mas sabes bem que ela não é um mar de rosas, muitas das vezes há tempestades e mares de verão do mesmo dia, mas vive cada dia como se fosse o ultimo. BEIJÃO